Quando percebi um padrão nas minhas histórias

Recentemente, comecei a notar um padrão nas minhas próprias histórias.

Todas elas falam sobre escolhas — mas, principalmente, sobre liberdade. Ou a falta dela.

E eu não estou falando de liberdade no sentido grandioso, distante.
Estou falando daquela sensação silenciosa de estar vivendo uma vida que, de alguma forma, já não cabe mais em você.

É desse sentimento que nasce a vontade de fuga, de largar tudo para trás, de questionar tudo ao seu redor.

É o que vemos acontecer com Emily, de Coração de Escritora; com Dammian, de Capricho e Perfeição; com Violet, de Querida Violet, que nem sabia o que sentir de verdade; e também com Giselle, minha nova personagem, que em breve será apresentada ao mundo.

Muito além do romance: o que realmente está nas minhas histórias

Demorei um tempo para perceber esse padrão nas minhas histórias.

Por muito tempo, eu disse que escrevia só romances.

E, tecnicamente, é verdade. Existe amor nas minhas histórias. Existem relações, encontros e desencontros.

Mas nunca foi só sobre isso.

O momento em que tudo começa a mudar

O que sempre me interessou — mesmo quando eu ainda não sabia colocar em palavras — era aquele momento específico em que algo dentro da gente muda.

Quando você começa a questionar escolhas que antes pareciam certas.
Quando percebe que talvez esteja vivendo mais pelo que esperam de você do que pelo que você realmente quer.
Quando continuar do jeito que está começa a parecer mais difícil do que mudar.

E é aí que minhas personagens vivem.

Elas não estão apenas se apaixonando.
Elas estão confrontando quem são.

Comecei a perceber isso em Querida Violet, quando entendi que o ponto central da história não era o romance entre ela e Philippe, mas a liberdade dela — o seu desenvolvimento, o direito de experimentar uma vida que sempre lhe foi negada. O romance, nesse contexto, se torna secundário.

Emily também carrega essa sede por liberdade.
E Dammian, por sua vez, vive em conflito com as próprias escolhas e com a vida que leva.

Meus personagens lidam com expectativas, medo e julgamentos — externos, mas principalmente internos.

Eles tentam entender até onde vão por segurança… e em que momento finalmente escolhem a si mesmos.

Amor como escolha, não como destino

E talvez seja por isso que, mesmo sendo romances, minhas histórias nunca foram leves no sentido superficial.

Porque amar, nelas, nunca é só amar.

É escolher.
É abrir mão.
É crescer.

Às vezes, é perder a versão antiga de si mesmo para dar espaço a uma nova.

Na minha nova personagem, Giselle, vocês vão entender ainda mais a fundo o que quero dizer neste artigo.

Porque nunca foi só sobre amor ou romance.
Sempre foi sobre liberdade, escolhas e a coragem de mudar o que precisa ser mudado.

Sobre o que eu realmente escrevo

Hoje, eu consigo dizer com mais clareza:

Eu não escrevo só sobre amor.
Eu escrevo sobre o que acontece dentro da gente quando a vida que temos já não faz mais sentido.

Para quem essas histórias fazem sentido

E, talvez, seja por isso que essas histórias encontram certas pessoas.

Não porque elas estão procurando romance.
Mas porque, de alguma forma, já sentiram esse deslocamento também.

Aquele incômodo difícil de explicar.
Aquela sensação de que existe algo mais — mesmo que você ainda não saiba exatamente o quê.

Se você já se sentiu assim,
talvez, só talvez, essas histórias façam sentido para você também.

E, quem sabe…
talvez elas sejam, em alguma medida, sobre você.